"Para ter onde ir" e "Big Jato" foram apresentados na terceira noite do FESTin

sábado, 04 março 2017 12:53 Escrito por 

Mais dois filmes, participantes da competição de longa-metragem, foram exibidos no FESTin - Festival de Cinema Itinerante da Língua Portuguesa, que está a decorrer no cinema São Jorge, em Lisboa.

O primeiro filme a ser exibido foi o brasileiro "Para ter onde ir", que estreou na sala Manoel de Oliveira.
A sessão teve a presença da realizadora Jorane Castro, que já produziu mais de 20 filmes na Amazónia, entre documentários e ficções.
Sobre este filme Jorane Castro comentou que "a intenção, quando fizemos este filme, era falar de uma região mas também falar das mulheres que moram nela. Este filme é mais para sentir do que para narrar, por isso tem uma narrativa diferente". Juntamente com ela esteve presente uma das protagonistas do longa, Lorena Lobato, que elogiou a coragem de Jorane em levar por diante este projecto: "Esta mulher é uma realizadora corajosa, porque em um lugar tão machista, conseguir expressar a vontade da maneira que ela queria, tendo homens dirigindo, foi bem difícil." afirmou a actriz.

"Para ter onde ir" traz a história de três mulheres com diferentes visões sobre a vida e o amor. Eva (Lorena Lobato) é uma mulher madura e pragmática que convida Melina (Ane Oliveira), uma jovem livre e sem compromissos, e Keithylennye (Keila Gentil) ex-dançarina de technobrega.
Ainda que tenham diferentes interesses, as três seguem juntas numa viagem partindo de um cenário urbano para um local onde a natureza domina. O filme tem boa parte da trama acontecendo dentro de um carro mas também explora a natureza, como também é rico em sonoplastia.


Em seguida, na mesma sala, foi exibido o segundo filme, também brasileiro, "Big Jato" mostrando a história do menino Chico (Rafael Nicácio) que passa os dias a trabalhar e aprender com o seu pai (Matheus Nachtergaele).

O pai é motorista de um camião-cisterna, chamado Big Jato, utilizado para limpar as fossas da pequena cidade Peixe de Pedra. Aparentemente Chico interessa-se mais pelas ideias do tio, um radialista e artista libertário, do que em dar continuidade à carreira do seu pai. À medida que descobre o primeiro amor, a ligação do menino com a poesia vai ficando cada vez mais evidente.

O filme foi produzido pelo cineasta pernambucano Cláudio Assis que já foi premiado na categoria Melhor Longa-metragem, na terceira edição do FESTin, em 2012, com o filme Febre do Rato (2011).

Vídeo

Modificado em sábado, 04 março 2017 13:37