“Muro” Festival de Arte Urbana regressa em Maio, em Marvila

sexta, 28 abril 2017 01:10 Escrito por 
“Muro” Festival de Arte Urbana regressa em Maio, em Marvila D.R.

No âmbito de “Passado e Presente-Lisboa Capital Ibero Americana da Cultura” regressa de 23 a 25 de Maio o “Muro, Festival de Arte Urbana_Lx17

O Festival MURO irá decorrer entre os dias 25 e 28 de Maio, em Marvila, organizado pela Galeria de Arte Urbana do Departamento de Património Cultural da Câmara Municipal de Lisboa, em parceria com a GEBALIS, a Junta de Freguesia de Marvila e as Bibliotecas de Lisboa.

A programação do Festival, que fooi apresentada na tarde de ontem, 27 de Abril, integra intervenções artísticas, visitas guiadas e workshops de arte urbana, concertos e espectáculos, debates, aulas de skate, encontros de hip-hop, exposições de arte urbana e de fotografia e outras actividades de animação de rua, em quatro dias de festa e convívio entre a comunidade da arte urbana, a população de Marvila e da Cidade, e os seus visitantes.

Na área da produção artística prevê-se a realização de um conjunto de 15 obras de grande escala em empenas de edifícios situados nos bairros zona envolvente à Biblioteca de Marvila, a que se juntam outras superfícies noutros suportes que no total do Festival perfazem uma área de intervenção artística de 4.000m2.”, refere a nota de imprensa.

A curadoria do festival definiu-se em três vertentes: por um lado a participação de criadores nacionais, assegurada pelos artistas GODMESS, HAZUL, KRUELLA D’ENFER, MIGUEL BRUM e LS (AK Crew); por outro lado e tendo em conta a celebração cultural internacional a acontecer em Lisboa, assegurar a presença de artistas provenientes de outros países ibero-americanos, designadamente, GLEO (Colômbia), KOBRA (Brasil), STEEP (Equador), ZESAR BAHAMONTE (Espanha) e CIX MUGRE (México); por fim e por forma a possibilitar a participação de outros artistas no Festival, os artistas vencedores dos cinco concursos lançados para a concepção e realização de cinco intervenções artísticas em empenas: Alecrim (Portugal), Colectivo Medianeras (Argentina), Jhon Douglas (Brasil), Krammer (Brasil) e The Caver (Portugal).

Para o trabalho com a comunidade local, campo no qual a arte urbana pretende desempenhar um papel importante ao nível da inclusão cultural e social, bem como no diálogo inter-geracional, a Galeria de Arte Urbana convidou o criador venezuelano FLIX a realizar uma residência artística de um mês, onde desenvolverá um projecto site-specific num conjunto de suportes diversificados no território de Marvila, destinado sobretudo ao envolvimento da população juvenil destes bairros.


À semelhança do sucedido em 2016 no Bairro Padre Cruz, a opção territorial para a realização do Festival em Marvila e mais especificamente na área envolvente da nova Biblioteca de Marvila - equipamento municipal cultural âncora da zona oriental de Lisboa - possibilitará a criação de um novo e importante núcleo de obras de arte urbana numa zona da cidade que responde positivamente à preocupação de descentralização, que sempre tem norteado a estratégia de actuação da GAU e do Pelouro da Cultura da Câmara Municipal de Lisboa.