Participantes avaliam as suas actuações no Festival da Canção de 2017

quarta, 08 março 2017 11:35 Escrito por 
Participantes avaliam as suas actuações no Festival da Canção de 2017 Hardmusica

Cantores, compositores e directores falaram ao Hardmusica como foi participar do Festival da Canção e o que esperam para o Eurovisão 2017.

A 51ª edição do Festival da Canção encerrou-se no último domingo e teve Salvador Sobral escolhido como a voz que irá representar Portugal na Eurovisão 2017, que decorrerá entre os dia 09 e 13 de Maio, em Kiev na Ucrânia. Interpretando a música “Amor pelos dois”, composta pela própria irmã, Salvador agradou o júri e o público e conquistou 22 pontos no total.

O Jornal Hardmusica conversou com alguns dos participantes desta edição que também celebrou os 60 anos da televisão portuguesa. Um deles foi cantor Jorge Benvinda, que finalizou sua participação em quarto lugar no Festival da Canção 2017, com total de 15 pontos. Jorge felicitou Salvador pela vitória. "Gostei muito que o Salvador tivesse ganho, ele cantou com o coração e com uma alma incrível e isto reflectiu na votação que foi unânime". Já para o futuro, Jorge disse que a canção "Gente Bestial" "vai entrar para os Virgem Suta. É uma música que nós gostamos muito, que reflecte esta nossa brincadeira e a forma como vemos Portugal".

Quem também congratulou o vencedor da noite foi o maestro Nuno Feist, que compôs a canção "Poema a dois", interpretada por Fernando Daniel. Em exclusivo ao Jornal Hardmusica, afirmou "é um vencedor mais que merecido e tenho muito orgulho em ter o Salvador a representar o meu país". Sobre os resultados de Fernando, o maestro salientou. "O Fernando esteve irrepreensível, eu não poderia pedir mais dele, se tivesse que voltar atrás eu faria tudo igual. Agora se o júri não gostou, pronto, é preciso respeitar". Nuno completou que “não é porque o Fernando ganhou o The Voice Portugal que as pessoas tinham que pensar que ele iria ganhar o festival, aliás, tiveram vários vencedores do The Voice no concurso e o Salvador ganhou todos”. A canção de Nuno encerrou o festival em quinto lugar.

Pedro Gonçalves, que obteve a nota mais alta do público na segunda semifinal, descreveu o seu desempenho na última noite do Festival da Canção. "A partir do momento que eu entrei no palco e vi o Coliseu cheio, eu desliguei e me esqueci que estava no Festival da Canção e foi realmente um momento único e indescritível". O cantor também comentou que a parceria com o compositor João Pedro Coimbra poderá continuar. "Estou muito feliz por ter conhecido o João Pedro. Ele quer trabalhar comigo e eu com ele. Já temos algumas coisas que estávamos a trabalhar em paralelo com o festival, com músicas que podem vir a sair no futuro." Na grande final Pedro recebeu 12 pontos do júri do Algarve e 8 pontos do público e por isso finalizou sua participação em sexto lugar na competição.

Ainda antes das semifinais o director de programas, Daniel Deusdado, disse que “a marca Festival da Canção precisava ser revitalizada para não ser mais um evento que tem todo ano. O que nós fizemos com essa parada foi dizer: ‘Não é obrigatório ter Festival da Canção’, só fazemos se os talentos de Portugal quiserem estar connosco, e a resposta é esta que está aqui a vista. Não foi fácil, porque por termos parado um ano recebemos muitas críticas, mas vale a penas às vezes questionar as coisas, e estamos contentes com isso".

Gonçalo Madail, subdirector de programas, complementou que “esta pausa permitiu olhar para o panorama musical actual, perceber para que ponto ele vai, eu pessoalmente acho que está numa fase fantástica, porque é ecléctica e multigeracional, e esta é a grande renovação: atenção do novo referente ao mercado”. Quanto a junção da grande final do festival com a comemoração dos 60 anos da RTP, o sub director disse que “a questão era dignificar o evento e não deixaríamos de comemorar o aniversário de 60 anos. Tudo foi pensado em uma grande celebração àquilo que é o universo da RTP, portanto foi juntar o útil ao agradável”.

Já sobre a logística da Eurovisão que acontecerá na Ucrânia, o subdirector comentou que “o evento do Eurofestival é mega importante e com uma logística muito complicada. O que nós temos sentido da organização e da EBU é um orgulho enorme, até face ao contexto da situação actual da Ucrânia, mas o orgulho em ter lá um Eurofestival, pois é uma demonstração da união dos países da Europa”. Por fim, Gonçalo comentou como será a participação portuguesa no festival europeu. “Este ano vamos levar o teledisco. Será absolutamente digno, sem dúvida nenhuma, temos a noção da responsabilidade que estamos a expor ao mundo europeu, mas lá daremos o nosso melhor, será com grande orgulho que iremos fazer isso”.

Modificado em sexta, 10 março 2017 03:08