Segundo a AHP o hóspede "não prescinde do contacto humano"

quinta, 16 março 2017 23:57 Escrito por 
Segundo a AHP o hóspede "não prescinde do contacto humano" Jornal Hardmusica

Os registos obtidos pela hotelaria no ano passado seja pelo preço médio ou taxa de ocupação, foram os melhores desde que a Associação dos Hoteleiros de Portugal (AHP) faz a monitorização mensal de dados.

Na Bolsa de Turismo de Lisboa, a AHP indicou que a taxa de ocupação por quarto atingiu os 68% a nível nacional em todas as categorias. Foi uma subida de três pontos percentuais face a 2015, “ultrapassando pela primeira vez o valor registado em 2007”, frisou a presidente executiva, Cristina Siza Vieira.

Os hoteis registaram uma taxa de ocupação de 68%, "valor nunca antes obtido",onde a Madeira é o destino com maior ocupação efectiva (82%) mas é nos Açores que se regista o maior crescimento homólogo (10%).

Por sua vez o preço médio, por quarto, em Portugal ficou nos 80 euros, uma subida de 8% face a 2015. Embora os preços mais altos tenham sido registados em Lisboa e no Algarve, 93 euros, foi o Alentejo que se destacou, atingindo a maior subida: 13%, para os 66 euros, motivado pela abertura de novas unidades de cinco estrelas.

O aumento dos preços permitiu também um retorno maior às unidades, com um preço médio por quarto disponível de 55 euros. No topo da tabela está o destino Lisboa com cada quarto a 72 euros. para Cristina Siza Vieira "até o mercado percepcionar o valor do destino, demora o seu tempo".

A dirigente explicou também que Março e Novembro foram os melhores meses durante o ano que passou. "Março pelo Carnaval e Novembro, em Lisboa e Estoril, pelo factor Web Summit", explicou Siza Vieira. Sobre a semana festiva, referui ainda que "a maioria dos hotéis nacionais teve um Carnaval melhor este ano do que no ano passado".

As prespectivas para este ano são que "a taxa média de ocupação, vai-se manter", existindo "intenção de crescer em hoteis para adultos". No entanto, neste último caso, Cristina Siza Vieira recordou que em Portugal "não é permitido hoteis para adultos", fazendo com que as unidades insiram a designação "family frindly. Ou seja podemos ter um handicap neste segmento", salientou.

No estudo que a AHP fez, concluiu que o hóspede "não prescinde do contacto humano", e nisso o nosso país "está confortávelmente posicionado", disse a dirigente.

Sobre o Aeroporto de Lisboa, tal como Francisco Calheiros da Confederação de Turismo de Portugal, Cristina Siza Vieira entende que a "capacidade é de grande constragimento. Precisamos de ter a situação resolvida".

Modificado em sexta, 17 março 2017 02:28