O sítio arqueológico de São Julião da Barra, localizado na fronteira entre Cascais e Oeiras, começou a ser palco de uma campanha de investigação subaquática que pretende recolher todo o tipo de informação histórica.
Segundo um comunicado divulgado pela Câmara de Cascais, especialistas em arqueologia subaquática vão mergulhar ao largo de São Julião da Barra com o objectivo de fazer o levantamento "gráfico, fotográfico e geo-referenciado de pormenor dos vestígios visíveis mais relevantes".
Os investigadores já estão envolvidos na campanha desde 21 de Setembro, mas só agora vão iniciar o trabalho no terreno, uma experiência que poderá durar um mês, conforme as condições climatéricas.
A campanha de investigação, integrada no Projecto da Carta Arqueológica Subaquática de Cascais, será desenvolvida por arqueólogos de Cascais e Oeiras, com supervisão científica do Centro de História de Além-Mar (Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova) e com a colaboração técnica e logística do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR).
O sítio arqueológico subaquático de São Julião da Barra, um dos mais importantes de Portugal Continental, integra um vasto conjunto de despojos de diversas cronologias.
Desde sempre explorado por mergulhadores, só em meados da década de 1990 foram iniciados trabalhos científicos, pelo então Instituto Português de Arqueologia.
Nessa data pretendeu-se estudar o naufrágio da Nau de Nossa Senhora dos Mártires. Nos últimos anos, o sítio arqueológico subaquático de São Julião da Barra foi palco de diversos trabalhos pontuais.
O Projecto da Carta Arqueológica Subaquática da Cascais (PROCASC) teve início em 2009, mas só este ano contou com a cooperação com a Câmara de Oeiras, que apoia a campanha desenvolvida neste sítio arqueológico.
(AC)