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Gilberto Gil com o filho Bem e Morelenbaum em Lisboa

Em declarações à Lusa, o músico brasileiro afirmou que deve entrar em estúdio "em Janeiro ou Fevereiro" para gravar um disco em que já está a trabalhar sobre as Festas Joaninas [Santos Populares].
No palco da Casa da Música e no Centro Cultural de Belém, Gilberto Gil não apresentará nenhuma destas canções até porque tem preferido “redescobrir” o seu repertório "com novas roupagens".
"Tenho um repertório de cerca de 500 canções e algumas ficaram esquecidas, outras foram-se perdendo, e agora me dá curiosidade em revisitá-las, tanto mais com estes arranjos de cordas que são mais sensíveis nas harmonias", explicou o músico.
O encontro entre os três músicos "era uma vontade muito grande do Jacques", explicou Gilberto Gil.
O músico não revelou o que vão tocar, preferindo que "seja uma surpresa para o público” como foi para si “redescobri-las com esta nova roupagem que permite passear por cada canção".
Referindo-se ao filho Bem, com quem partilhará o palco, afirmou que é "como se fosse filho duas vezes, pois é um apreciador" da sua música e também "cultiva o violão".
"O Bem é um prolongamento meu, é um apreciador da minha forma de tocar e compor, há um interesse directo, é meu filho por duas vezes", disse.
Bem não é o único filho do cantor e compositor que também anda pelas lides musicais.
"Houve o Pedro, baterista, que morreu de acidente, há a Preta, a Nara e o Bem. Com todos é interessante e tocante estar junto em palco, temos uma maior partilha até da vida por falarmos a linguagem musical. É reconfortante", referiu.
Gilberto Gil e Bem estiveram já juntos em palco em Portugal em 2001.
O músico brasileiro acompanha "conforme pode" o que se faz musicalmente em Portugal.
"Ainda agora actuei com a Tereza Salgueiro, e o seu guitarrista Pedro Jóia que é excelente e me convidou para fazer uma canção para ela, em que aliás comecei já a trabalhar", disse.
A canção de Gil deverá integrar o próximo álbum da ex-vocalista dos Madredeus.
"Trabalhei já com a Mariza e a Orquestra das Beiras, num espectáculo em Aveiro, com a Maria João com quem trabalho muito, e gosto. Gosto também da pianista Maria João Pires que tem feito um trabalho relevante", disse.
Relativamente ao seu próximo trabalho o músico afirmou que se inspirou nas Festas Joaninas que é “um ciclo muito rico de tradições musicais e culturais populares, principalmente no Nordeste”.
Começará a gravar no início do próximo ano, “para coincidir o lançamento do CD a tempo das festas e fazer uma série de concertos em locais especiais", adiantou.
Em declarações à Lusa, o músico afastou qualquer possibilidade de voltar a envolver-se na política, designadamente ser candidato à vice-presidência da República, ao lado de Marina Silva.
“Já falei para ela [Marina Silva] que estou fora, para já não estou interessado em voltar à política”, rematou.
(ES)






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