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Carnaval de Ovar conquista novos espaços
José Américo Sá Pinto, presidente da Fundação do Carnaval de Ovar, afirma que a medida “procura corresponder ao aumento da procura” que a cidade vem registando por parte dos “foliões” que a visitam nesta altura, sobretudo durante a chamada “Noite Mágica” que antecede a Terça-feira Gorda: “Uma noite em que o centro da cidade fica cheio de gente mascarada até às sete da manhã, com pessoas de todas as idades a dançarem e a divertirem-se em liberdade e com segurança, num ambiente que é realmente único”. Outras atracções do programa são os cinco corsos envolvendo os 19 grupos carnavalescos e as quatro escolas de samba locais, que actuam em conjunto domingo e terça à tarde, num desfile que, ao longo de 1200 metros, envolve cerca de 2000 figurantes. Para o presidente da Fundação do Carnaval de Ovar, esses momentos são uma demonstração do espírito local - o slogan do evento é, aliás, “A vitamina da alegria” - e todos os anos “a novidade é inevitável, porque não se podem repetir temas, nem fantasias”. “Tudo é diferente de ano para ano”, garante José Américo, recordando que no Carnaval de Ovar “as piadas são novas, os fatos e os carros também, e todos os grupos procuram manter o segredo até à hora do primeiro desfile, para provocarem o efeito de surpresa no público”. A principal característica do Entrudo de Ovar - que se realiza de forma organizada desde 1952, com uma única interrupção na década de 1960 por motivos relacionados com o Ultramar - é, contudo, a sua aposta em personalidades locais para a escolha do Rei e da Rainha do Carnaval. “Chamar uma vedeta das telenovelas que vem cá um dia e depois vai-se embora não é novidade nem tem graça nenhuma”, defende José Américo. “Ao escolher reis de cá, as pessoas entram no espírito mais cedo e de cada vez que o rei aparece - na sede de um grupo ou num desfile - o pessoal ajoelha-se, faz-lhe a vénia e é sempre uma festa”. O espírito do Carnaval não se restringe, apesar disso, às actuações dos grupos locais, porque, quando terminam os desfiles organizados, a festa prossegue sempre com “divertimento por toda a cidade e muitos milhares de pessoas nas ruas”. José Américo destaca, nesse contexto, cinco espaços privilegiados: a chamada “praça das galinhas”, que funcionará como discoteca; o largo do chafariz, que este ano recebe um “cenário surpresa” para a actuação de DJ; a remodelada Praça da República, que é outro ponto de concentração na cidade; o Jardim do Cáster, em cujo palco actuam várias bandas e DJ; e, este ano, também o mercado municipal de Ovar, a transformar num novo espaço de dança. Nas principais noites do Carnaval, a festa dura até às sete da manhã. “O limite é esse”, revela José Américo, “porque é a essa hora que os serviços de limpeza da câmara começam a lavar as ruas para os desfiles da tarde seguinte”. A essa hora ainda há comboios especiais da CP com destino ao Porto e a Aveiro, numa alternativa de transporte que o presidente da Fundação do Carnaval considera “uma óptima opção, porque é barata, evita problemas de estacionamento e deixa as pessoas mais à vontade para beberem um bocadinho mais, sem terem que se preocupar com a condução”. Horários e preços das actividades que obrigam à aquisição de bilhete podem consultar-se no site oficial da Fundação do Carnaval de Ovar, em www.carnaval.ovar.net. (ES) |
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