A OUTRA MARGEM de Luís Filipe Rocha
«Eu, como qualquer ser humano minimamente atento, interessado, informado e culto, não posso deixar de ser pessimista em relação à Humanidade. Mas sou [...] um individualista obstinado, e acho que a única coisa em que ainda podemos acreditar é no ser humano como indivíduo. E neste sentido sou optimista porque o ser humano é um animal mágico. Capaz do pior, mas também das coisas mais espantosas que possamos imaginar em termos de alegria de viver, de solidariedade, de generosidade.» Luís Filipe Rocha (em entrevista ao Jornal de Letras de Out/ Nov 2007)
Sobre este filme Fernando Dacosta, na revista Visão, argumentava, aquando da estreia do filme: «Leva-nos pelo pulsar de um mundo surpreendente iluminado de amor e pudor, pureza e leveza, fragilidade e cumplicidade. Inesquecível».
Estas breves palavras escolhidas servem para enquadrar uma «boa história», como defende o próprio Luís Filipe Rocha.
Uma narrativa que gira em torno de um Travesti que perdeu o gosto pela vida e do seu confronto com a alegria de viver de um adolescente com síndrome de Down.
Numa nota de intenções sobre o filme, o realizador inscreveu estas palavras: «A Homossexualidade e a Síndrome de Down são, ainda hoje, estigmas que exilam seres humanos para A Outra Margem da vida.
A moral tradicional nas mentalidades dominantes é, ainda hoje, causa incontornável de exclusão e afastamento.
Iluminar e exibir a humana normalidade dos «anormais» é confrontar os «normais» com a sua própria e íntima «anormalidade».
É propor uma ponte de compreensão entre as duas margens.
O DVD, distribuído com o jornal Público e nas bancas a partir de 30 de Julho, contém ainda os seguintes extras: «Por entre as margens», depoimentos de realizador e actores; «fotos de rodagem»; «trailer»; e «DVD-Rom»m com artigos, dossier de imprensa e fotografias.