FESTin "Animal Político" abre a competição de longas

FESTin "Animal Político" abre a competição de longas

FESTin "Animal Político" abre a competição de longas D.R.

Uma vaca conta o seu percurso em busca do seu verdadeiro eu.

O segundo dia do FESTin - Festival de Cinema Itinerante da Língua Portuguesa, também foi dia de dar início à competição de longa-metragem. O filme brasileiro que iniciou a disputa foi "Animal Político", exibido na sala 3 do cinema São Jorge e contou com a presença do director do filme, Tião que conversou com os espectadores no inicio da sessão.

O drama é protagonizado por uma vaca que se quer convencer de que é feliz através das situações do quotidiano.
No entanto, na véspera de natal, o animal confronta-se com uma sensação forte de vazio e percebe que o que antes lhe dava prazer já não tem o mesmo valor. Depois deste descontentamento começa uma jornada em busca do seu verdadeiro eu. De maneira artística e filosófica "Animal Político" busca utilizar, através da figura da vaca, os anseios, questões e descobrimentos que cada um de nós enfrenta no dia a dia.

Em entrevista ao HardMusica, Tião contou que "as primícias do filme são bem simples. É uma sensação de vazio e a vontade de melhorar". Quando questionado o porquê da escolha da vaca, o director explica: "O jeito que a vaca fica, parecendo que ela está pensando na vida. Isto me chamou à atenção, então fiquei viciado e comecei a pensar em quais novas situações ela poderia enfrentar e em qual lugar seria interessante colocar uma vaca. Eu acho que muita gente faria esse tipo de filme muito bem com pessoas reais, mas talvez eu não conseguiria. Então essa foi minha forma de fazer algo que fosse interessante."

O director brasileiro também comentou sobre a felicidade de ter o seu filme seleccionado para participar de um festival multinacional. Tal reconhecimento é visto como resultado de anos de gravação, em parceria com seu sócio Leonardo Lacca.

Após a exibição do filme, os espectadores foram convidados a dar uma nota ao longa-metragem que concorre com outros sete filmes na mesma categoria.

Seguiu-se "Migas de Pan" um filme que presta homenagem às mulheres uruguaias que sofreram com a ditadura

Migas de Pan abre a Mostra Mulheres no Cinema Ibero-Americano com cenas de tortura e violência à mulher na época da ditadura militar uruguaia.

A sessão da Mostra Mulheres no Cinema Ibero-Americano foi aberta pela directora artística do FESTin, Adriana Niemeyer, na sala Manoel de Oliveira do cinema São Jorge. Adriana iniciou explicando que o Uruguai foi o último país, e o único de língua hispânica, a fazer parte, como observador, da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa) e por isso foi homenageado nesta segunda noite de exibições do festival.

Logo após, Manane Rodriguez, directora do filme "Migas de Pan", contou que a história trata de "mulheres valentes que souberam resistir ao inferno da ditadura uruguaia." Manane também acrescentou que "o filme é uma homenagem à muitas amigas minhas que não tiveram tanta sorte como eu e ficaram acamadas pela brutalidade da ditadura".


O filme inicia-se com Liliana Pereira (Cecília Roth) regressando ao Uruguai, seu país natal, logo após saber que se tornou avó. Seu regresso é sinónimo de enfrentar um passado conflituoso, em que a constante perseguição devido a luta pelos seus ideais e contra a repressão, durante a ditadura militar uruguaia, lhe custou a custódia de seu único filho.


Junto com outras mulheres, Liliana é vítima de agressão sistemática e sem piedade. O apoio mútuo entre elas e a solidariedade persistente entre as dificuldades e repressões, é o que as motiva para continuar tentando arranjar forças para lutar.

terça, 14 Nov. 2017 10:00 – domingo, 31 Dez. 2017 17:00
Campo Grande 245, Lisboa, Lisboa

terça, 14 Nov. 2017 10:00 – domingo, 17 Dez. 2017 18:00
Campo Grande 245, Lisboa, Lisboa

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