“Farpões Baldios” de Marta Mateus vence Curtas Vila do Conde

segunda, 17 julho 2017 00:33 Escrito por 
“Farpões Baldios” de Marta Mateus vence Curtas Vila do Conde D.R.

Foi anunciado na tarde de ontem na cerimónia de encerramento do festival o vencedor da 25ª edição do Curtas Vila do Conde – Festival Internacional de Cinema, o filme português: “Farpões Baldios” de Marta Mateus.

O júri que integrava Pela Del Alámo (CurtoCircuito – Festival Internacional de Cine), António Preto (programador de cinema), Nicole Brenez (docente e investigadora de Estudos de Cinema na Universidade de Paris 3 – Sorbonne Nouvelle), Dennis Lim (Film Society of Lincoln Center) e Georges Schoucair (produtor de cinema) – considerou o filme “uma obra tão luminosa quanto exigente” que “revivifica uma linhagem de obras onde a infância desbloqueia os sofrimentos, os erros e as virtualidades do passado, tradição que devemos, entre outros, a Manoel de Oliveira, a António Reis e Margarida Cordeiro, a Teresa Villaverde”.


A curta-metragem venceu o Grande Prémio DCN Beers da Competição Internacional, que permite que também concorram os filmes da Competição Nacional.


Na mesma competição, “My Burden” de Niki Lindroth von Bahr foi o vencedor do prémio para Melhor Animação; “O Peixe” do brasileiro Jonathas de Andrade foi considerado o Melhor Documentário e “Les Îles” de Yann Gonzalez foi premiado com o troféu para Melhor Ficção.

O Prémio do Público Niepoort foi atribuído pelos espectadores a “Retouch” do iraniano Kaveh Mazaheri.

A espanhola Laura Ferrés venceu o Prémio de Melhor Curta-Metragem Europeia com “Los Desheredados”.
O filme ficou, assim, nomeado para os European Film Awards da European Film Academy.

Na Competição Nacional, que contou com 16 filmes portugueses a concurso, o vencedor do Prémio BPI e Pixel Bunker foi “Où En Êtes-Vous, João Pedro Rodrigues?”, de João Pedro Rodrigues, um filme que, segundo o júri, é “capaz de fazer explodir tudo, e o mais depressa possível”, debatendo-se com o auto-retrato da humanidade por ela própria, empreendimento geral que é o cinema, ao mesmo tempo que desloca os princípios da autobiografia.”


Gabriel Abrantes venceu, pelo segundo ano consecutivo, o Prémio Blit para Melhor Realizador Português, desta vez com “Os Humores Artificiais”.
Segundo o júri, o prémio foi atribuído ao realizador “pela sua fantasia romântico-tecnológica, por ter inventado o primeiro robot multigénero, por ironizar energicamente um mundo onde não queremos viver”.

O Prémio do Público SPA, destinado ao melhor filme português com melhor média de votação atribuída pelo público, foi atribuído à animação “Surpresa” de Paulo Patrício.


Também pelo segundo ano consecutivo, a realizadora Rosa Barba venceu a Competição Experimental, com o seu novo filme “From Source to Poem”.


O Prémio Grupo Jorge Oculista foi atribuído “pela inteligência da sua proposta visual e sonora, a criação de uma constelação não-linear de imagens e sons do maior arquivo multimédia do mundo, onde a presença de texto e tipografia aparecem em constante transformação, reflectindo os interesses da artista relativos à permanente perda de informação essencial". Ainda na Competição Experimental, foi atribuída uma Menção Honrosa a Lois Patiño pelo filme "FAJR".


No Curtinhas, secção para os mais novos onde o júri é composto por crianças, o Prémio Curtinhas MAR Shopping foi entregue a “Revolting Rhymes, Part One” de Jakob Schuh e Jan Lachauer. Nesta competição foram ainda distinguidos com menções honrosas os filmes “Jubilee” de Coralie Soudet, Charlotte Piogé, Marion Duvert, Marion El Kadiri e Agathe Marmion; “Lost In Spring” de Fred Leao Prado Wall e “Mindenki”, de Kristof Deak.

João Nicolau venceu a Competição de Vídeos Musicais com “Old Habits” de Minta The Brook Trout.


Na Competição Take One!, dedicada a filmes de escola, foram entregues à curta-metragem “De Gente Se Fez História”, de Inês Pinto Vila Cova, o Prémio IPDJ, o Prémio Smiling, o Prémio Agência da Curta Metragem e o Prémio Restart.

Ricardo Pinto de Magalhães venceu o Prémio Kino Sound Studio para Melhor Realizador pelo filme de escola “Delphine Aprisionada”.

Os filmes premiados foram repetidos neste domingo, no Teatro Municipal de Vila do Conde.
Os premiados serão também apresentados, em diferentes cidades do país, através das extensões do festival que já estão em marcha.


O 25º Curtas Vila do Conde – Festival Internacional de Cinema tem o apoio da Câmara Municipal de Vila do Conde, do Ministério da Cultura, do Instituto do Cinema e Audiovisual, do programa MEDIA/Europa Criativa e de vários parceiros imprescindíveis à realização do festival, incluindo a Acción Cultural Española (AC/E) que apoia a forte presença de Espanha no Curtas Vila do Conde
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