Actrizes britânicas divulgam, nos Bafta, carta contra assédio e abuso sexual

Actrizes britânicas divulgam, nos Bafta, carta contra assédio e abuso sexual

Actrizes britânicas divulgam, nos Bafta, carta contra assédio e abuso sexual D.R.

Numa carta divulgada na imprensa britânica, actrizes como Keira Knightley, Emma Thompson e Naomie Harris figuram entre as 190 intérpretes britânicas que apelam à união contra o assédio e o abuso sexual.


A carta foi divulgada pelo jornal dominical britânico The Observer, no mesmo dia em que decorrerá, em Londres, a cerimónia dos prémios de cinema Bafta, na qual as actrizes prometem vestir de negro como gesto de solidariedade para com o movimento contra os casos de assédio e abuso sexual “Time’s Up”.

Na carta, as actrizes recordam como nas últimas semanas as mulheres se organizaram “por todo o mundo, resistindo e denunciando” casos de assédio sexual.


Assinalaram ainda que, quando em Outubro do ano passado a imprensa publicou diferentes casos de assédio e abuso na indústria cinematográfica, receberam “centenas de cartas de solidariedade” de mulheres de outros sectores.

As actrizes que subscrevem a carta instam todas as suas outras colegas a juntar-se a este movimento e a “fazer com que 2018 seja o ano em que acabou a época do assédio e do abuso sexual”.


Em Janeiro, nos Estados Unidos, os vestidos e trajes negros encheram o tapete vermelho na 75.ª edição dos Globos de Ouro, num primeiro grande protesto público contra o assédio às mulheres em Hollywood, na sequência de acusações de abuso sexual contra vários homens do mundo do espectáculo.


A iniciativa juntou-se à acção desencadeada por mais de 300 conhecidas mulheres de Hollywood, entre elas as actrizes Meryl Streep e Eva Longoria, que lançaram um fundo de defesa legal destinado a ajudar as mulheres menos privilegiadas a defenderem-se de possíveis abusos sexuais no local de trabalho.

Este fundo de defesa legal, designado “Time’s Up”, já garantiu mais de 13 milhões de dólares (10,7 milhões de euros) em doações e procura ajudar estas mulheres com baixos salários a protegerem-se das consequências que podem surgir após a denúncia de abusos sexuais.

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