DocLisboa abre com The Waldheim Waltz na Culturgest

DocLisboa abre com The Waldheim Waltz na Culturgest
Divulgação

Começa esta noite, na Culturgest, a 16ª edição do Festival Documentário DocLisboa com a exibição do filme The Waldheim Waltz.

 

Vão ser exibidos dezenas de filmes que pretendem ajudar o espectador a compreender melhor a actualidade e proporcionar o conhecimento das novas propostas do cinema de documentário.

À 16ª. edição, o DocLisboa cumpre dois objetivos importantes, como afirmou a direcção do festival na pessoa de Cíntia Gil, durante a conferência de impresa de apresentação do Festival: "Continuar a ser um local de referência para apresentação de filmes portugueses" e "continuar a ser um festival pertinente e relevante internacionalmente".

Para abertura foi escolhido o filem, premiado no Festival Internacional de Cinema de Berlim com o galardão máximo, The Waldheim Waltz.

Em 1985. Kurt Waldheim (1918-2007), ex-secretário-geral das Nações Unidas, apresentou-se pela segunda vez às eleições presidenciais austríacas. A revista Profil publica um artigo onde aponta uma série de omissões na autobiografia do diplomata relativas ao período da II Guerra Mundial; embora Waldheim mantenha ter sido desmobilizado por razões médicas em 1942, o seu próprio cadastro militar aponta que serviu no exército alemão numa unidade envolvida em atrocidades cometidas na Jugoslávia e na Grécia. Até à sua eleição, em Junho de 1986, Waldheim mantém o seu desconhecimento e recusa ser culpabilizado pelos crimes de guerra cometidos, e considera a revelação desses segredos como uma campanha orquestrada de calúnias. Eleito presidente, é considerado persona non grata pelos EUA e por praticamente todo o Ocidente. Após o fim do seu mandato, em 1992, não se recandidatou. Fonte- Jornal Público.

Segundo o mesmo jornal, a realizadora Ruth Beckermann, que estará presnete na sessão de abertura, disse que "as pessoas estão a compará-lo ao juiz americano Brett Kavanaugh, porque ele também não se lembra de nada". Beckermann ao Público acrescentou que “fazer as pessoas acreditar, durante tantos anos, numa história que depois se vem a provar ter sido outra...”. A realizadora deixou bem claro que os documentos sempre existiram, só que ninguém mostrou interesse neles. “Não é por acaso que Freud criou a sua teoria da personalidade, do id, do ego e do super-ego, em Viena,” explicou. “Os austríacos são muito bons no jogo social: à superfície são educados, gentis, subservientes, o que for necessário, mas muito negros lá por dentro, cruéis para com as pessoas. Parecem ser boas pessoas, mas não são!

O filme, de ter ganho o prémio de melhor documentário em Fevereiro último no festival de Berlim, estreia esta noite em Portugal na Sessão de Abertura do DocLisboa.

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