“Coimbra, um tempo que não passa...”. a memória de Fernando Rolim

sexta, 24 março 2017 00:04 Escrito por 
“Coimbra, um tempo que não passa...”. a memória de Fernando Rolim D.R.

Fernando Rolim, um dos nomes maiores da Canção de Coimbra, edita “Coimbra, um tempo que não passa...”neste 24 de Março

O cantor revisita memórias da tradição coimbrã num disco que nos transporta no tempo e que o aproxima das novas gerações.

"Coimbra, um tempo que não passa..." é um retrato das memórias da Lusa Atenas, um registo singular de um tempo que sobrevive ao passado e ao futuro, um álbum de histórias e guitarradas que nos transportam às velhas ruas da cidade e aos Paços da Universidade e nos colocam entre os mais estimados nomes e figuras da tradição coimbrã feita Canção - todos seria impossível porque ela é rica e povoada.


Fernando José Monteiro Rolim, voz de eleição e representante ilustre da chamada ‘2ª época de oiro da Canção de Coimbra’, reúne neste disco alguns dos autores, intérpretes ou compositores que perpetuam a ‘experiência’ de Coimbra: Sanches da Gama, António Nobre, António Portugal, Edmundo Bettencourt, Francisco Menano ou António Brojo. A par de repertório da discografia inicial que revisita (e renova), como ‘Ondas do Mar’, traz-nos alguns elementos surpresa: a voz típica da Tricana em viva desgarrada e uma versão inédita do ‘Fado Hilário’, com o texto integral original, testemunhado em primeira mão por Anthero da Veiga, guitarrista acompanhante de Augusto Hilário, e revelado pelo próprio a Fernando Rolim.

Com textos de Alberto Martins, António Arnaut e Manuel Alegre e participação dos grupos TATUC (Tuna dos Antigos Tunos da Universidade de Coimbra), Quarentuna, Pardalitos do Mondego, Grupo Etnográfico da Região de Coimbra e Grupo de Guitarras e Cantares de Coimbra, o mais recente trabalho de Fernando Rolim apela às novas gerações a continuação deste património que é a Canção de Coimbra:

Não deixem caí-la no esquecimento, componham-na, cantem-na à vossa maneira, adaptando-a às características da sociedade académica em que estiverem inseridos, mas cantem-na sempre!, diz Fernando Rolim

Falar de Fernando Rolim é evocar uma época incomparável em que o fado e a guitarra de Coimbra atingiram a sua expressão mais alta. Mesmo quando se procuravam outros caminhos, Fernando Rolim permaneceu sempre fiel a si mesmo e à toada tradicional do fado de Coimbra a que trouxe algo de inconfundível: a arte de bem cantar, com sabedoria, sem nunca falhar uma nota e sem nunca transigir com o facilitismo., é a opinião de Manuel Alegre

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