Baptista-Bastos "escreveu até ao fim, até que a doença o dominou"

Baptista-Bastos "escreveu até ao fim, até que a doença o dominou"

Baptista-Bastos "escreveu até ao fim, até que a doença o dominou" D.R.

A autarquia lisboeta, João Soares e Mário Zambujal lamentam a morte do jornalista, escritor, colonista, Armando Baptista-Bastos.

A autarquia lisboeta que a morte de Baptista-Bastos faça "esfumar-se mais um pouco" a "Lisboa boémia do Bairro Alto, dos jornais e das tertúlias", que o escritor e jornalista representava.

A Câmara Municipal de Lisboa expressou as condolências à família e amigos e lembrou que Baptista-Bastos era um "filho orgulhoso da Ajuda, freguesia da cidade onde nasceu e viveu" e que "descreveu nos livros ou nas páginas dos jornais por onde passou e onde escreveu crónicas, artigos, reportagens". "As suas palavras, essas, não se esfumam e hão de permanecer vivas nas páginas dos livros, no papel dos recortes de jornal ou na internet", afirmou o município em comunicado.

João Soares revelou a sua “profunda tristeza” pela morte do escritor e "grande jornalista" Armando Baptista-Bastos, “de quem era amigo desde os anos de 1960”.

Na SIC Notícias, o ex ministro da Cultura recordou a “grande figura do jornalismo, sobretudo um grande repórter”, para além das famosas crónicas do jornalista.

Referindo que batista-Bastos “foi um homem que esteve sempre nos sítios certos, foi um grande jornalista, um belíssimo escritor". Afirmado que "tive o privilégio de ser seu amigo e de ter trabalhado com ele quando fui autarca de Lisboa”,que recordou Baptista-Bastos como um apaixonado pela capital portuguesa.

João Soares recordou ainda a vida política de Armando Baptista-Bastos, “um homem de esquerda”, que sempre combateu a ditadura. “Era indiscutivelmente um opositor do regime e um homem combativo, que esteve em todas as batalhas legais contra o regime de Salazar e de Marcello Caetano”, afirmou.

Foi comunista durante alguns anos e continuou sempre a ser um homem de esquerda, profundamente fiel as suas convicções e ao seu povo”. “A sua memória tem de perdurar”, rematou.

Para o escritor Mário Zambujal em declarações à Lusa, Baptista-Bastos foi "um grande prosador, grande cronista, jornalista e escritor de muita qualidade". Amigos há mais de meio século Zabujal referiu que o jornalista e escritor foi "um brilhante polemista, um homem de esquerda, acentuadamente, de esquerda sempre, se teve filiação partidária foi algo muito longínqua, era um combatente". Afirmando que "o 25 de Abril de 1974, tenho a certeza, foi a maior alegria da vida do Baptista-Bastos".

Entre os seus títulos literários, Zambujal citou os romances "A Colina Cristal" e "No Interior da Tua Ausência", referindo que Baptista-Bastos "escreveu até ao fim, até que a doença o dominou".

Baptista-Bastos, de 83 anos, estava internado há cerca de uma semana no Hospital de Santa Maria, tendo falecido a 09 de Maio de 2017.

Até ao momento não é conhecida a causa da morte, nem os pormenores das cerimónias fúnebres.

terça, 14 Nov. 2017 10:00 – domingo, 31 Dez. 2017 17:00
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