Museu Gulbenkian prepara duas exposições, de pinturas e cerâmicas, que abrem a 09 de Junho

segunda, 05 junho 2017 15:57 Escrito por 
Museu Gulbenkian prepara duas exposições, de pinturas e cerâmicas, que abrem a 09 de Junho D.R.

Em exposição vão estar peças de Helmut Federle e de Emily Wardill, uma mostra que estará patente até 18 de Setembro

O Museu Calouste Gulbenkian apresenta uma exposição dedicada à obra do artista suíço Helmut Federle, reunindo um conjunto de pinturas abstractas, algumas de grandes dimensões, em diálogo quer com as cerâmicas marroquinas e japonesas da colecção do artista, quer com as cerâmicas de arte islâmica da Colecção do Fundador. No total, a exposição integra 14 pinturas seleccionadas pelo artista, em estreita colaboração com a curadoria do Museu, e cerca de 30 cerâmicas das duas colecções.


O foco desta mostra está não apenas no modo como as cerâmicas marroquinas e japonesas da colecção de Helmut Federle, maioritariamente do século XVII, dialogam entre si, mas igualmente na forma como se relacionam com a produção artística contemporânea, ligadas por um sentido geral de abstracção.


Federle é um dos poucos coleccionadores ocidentais de taças de chá japonesas, peças vulgarmente assimétricas e monocromáticas, muito valorizadas num país onde a cerimónia do chá assenta numa rigorosa coreografia que convoca a estética, a literatura, os objectos, a arquitectura e as relações sociais, como observa Edmund de Waal no texto da publicação.

Por seu lado, a cerâmica marroquina distingue-se pelo gracioso volume e pela decoração vegetalista, com padrões de penas, arabescos, folhas ou pétalas. Há um sentido de repetição que se liga com a própria obra de Federle.


Emily Wardill, nascida em 1977, no Reino Unido, traz ao Espaço Projecto a segunda proposta deste novo ciclo de exposições, que reúne, sob o título “Matt Black and Rat”, um conjunto significativo e inédito de obras da sua produção mais recente: dois novos filmes, uma série de relevos escultóricos e um conjunto de fotogramas produzidos especificamente para o espaço.


A exposição, a primeira individual dedicada à artista em Lisboa, onde reside e trabalha desde 2014, é p resultado de uma parceria entre o Museu Calouste Gulbenkian e a Bergen Kunsthal, e envolve a coprodução de um filme, “No Trace of Accelerator”, cuja apresentação se estende à Sala Polivalente.


Em “No Trace of Accelerator” (2017) a artista parte de um misterioso acontecimento ocorrido nos anos 1990, numa pequena e isolada cidade francesa, na qual uma série de incêndios aparentemente espontâneos e sem explicação se tornam em si mesmo um elemento deflagrador de uma reacção e de uma construção colectiva complexa sobre a origem dos incêndios, envolta no medo e na superstição.