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Buraka levam 20 mil à "festa privada" n'O Sol da Caparica

O primeiro dia d'O Sol da Caparica mostrou que o público, em vez de ficar agarrado a um só palco, está interessado em passear pelo recinto e conhecer as músicas dos artistas que tocam nos dois palcos. Segundo a organização, passaram pelo recinto cerca de 20 mil pessoas, a par com os 300 voluntários de serviço.

Se há alguma coisa que se pode dizer (ou escrever) de Buraka Som Sistema é que não deram um concerto: o que trouxeram até a'O Sol da Caparica foi uma festa privada para a qual estiveram convidados as mais de 19 mil pessoas presentes. No espectáculo, em muito semelhante com o que levaram ao NOS Alive, houve direito a tudo o que uma festa merece: bolas de ar, público no palco, confettis e vuvuzelas. Em "Tira o Pé", enquanto Blaya gritava "A Buraka é dona do terreno", dezenas de fãs subiram ao palco para dançar ao lado dos artistas preferidos, enquanto se lançavam confettis no ar e se tiravam 'selfies' com o público por trás e ao lado dos artistas. Ainda antes de saírem, ouviu-se "Kalemba (wegue wegue)" com o público todo saltar e a cantar com a banda.


"(We Stay) Up All Night" foi outro dos momentos altos da noite, em que os Buraka "obrigaram" o público a baixar-se e, quase ao mesmo tempo, a dar um salto no ar. Antes de "Stoopid", Blaya perguntou se o público conhecia a música mas não foi preciso muito para se perceber que sim: bastou a música começar para ouvir o público entoar "Na Na Na Get Stoopid!".


Antes do concerto que deixou o público completamente arrasado, Gabriel O Pensador subiu ao palco para, em português, cantar uma série de temas que deixaram as orelhas dos mais novos (que eram muitos) a arder. Em "Astronauta", uma das músicas mais calmas, Gabriel virou-se para a lua e dedicou-lhe versos, que deixou muitos de olhos postos no satélite natural da Terra. "2345meia78" contou ainda com uma rapariga em palco a cantar ao lado de Gabriel, que entrou em palco sob o pretexto de dizer ao cantor que horas eram. O tema que mais puxou pelo público foi "FDP", em que se repetiu várias vezes "filha da p*ta filha da p*ta filha da p*ta!". No final, o encore foi com "Festa da Música", que se revelou uma verdadeira festa, antecipando a dos Buraka Som Sistema. 


João Pedro Pais agarrou-se à guitarra para mostrar que ainda sabe o que faz. "Um Volto Já", "Não Há" e "Mentira" foram das músicas com mais interacção com o público mas foi em "Ninguém é de Ninguém" que as vozes da plateia mais se afinaram para mostrar que a música portuguesa também é apreciada na Costa da Caparica. Aliás, foi esse o mote que levou o artista a agradecer à Câmara Municipal de Almada, por ter tido a "coragem" em juntar músicos portugueses e mostrar o que de bom se faz "em língua portuguesa".


"Pela primeira vez na Costa da Caparica", João Pedro Pais despediu-se com um "até qualquer dia" agradecendo pela "noite magnífica", não saindo sem tocar um pouco da "Seven Nation Army", dos White Stripes, à semelhança do que fez no concerto que deu no Rock in Rio, dando o remate final com "Nada de Nada". Depois de GNR, foi mais um concerto que serviu para mostrar o bom rock que se faz em Portugal e provar que a música portuguesa merece ter um festival exclusivo.


Os míticos GNR actuaram no palco SIC/RFM perante a maior concentração de público da noite com o capitão Rui Reininho a liderar uma banda que deu um espctáculo digno do adjectivo homónimo. O começo pode ter sido sério com um "Bom dia Sol da Caparica!", mas rapidamente Reininho mostrou que ainda sabe dar uns passos de dança acompanhados por um sorriso que deixou o público derretido. As músicas ouvidas na Costa da Caparica esta noite foram desde "Sexta-feira" até "Mais Vale Nunca", sem esquecer os temas mais conhecidos como "Sangue Oculto" ou "Asas".


Foi uma noite de músicas históricas que até os mais novos cantaram. Não faltaram referências aos companheiros do "The Voice Portugal" Anselmo Ralph e Mickael Carreira (aliás, a toda a família Carreira), a Paulo Gonzo (que, tal como Rui, também consegue "ficar em pé, diz ele") e até mesmo a Ricardo Salgado (fazendo referências à Comporta). Para a memórica fica um concerto de um Senhor Capitão Reininho que merece ser tratado como tal.


O vento que se está a sentir está a fazer com que muitos dos que vieram directamente da praia para o recinto estejam a tremer e em grupos bem juntos com os amigos.

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