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Anselmo Ralph deixa fãs a chorar de emoção n'O Sol da Caparica

O terceiro dia do festival O Sol da Caparica trouxe milhares de fãs ao recinto para mais uma série de concertos na língua portuguesa. Alguns deles, esperaram várias horas na fila da frente do palco principal pelo concerto de Anselmo Ralph, o último cantor a actuar no recinto. Não faltaram problemas técnicos para entreter o público.

O último concerto da noite foi também o que mais fãs atraiu à primeira edição do festival O Sol da Caparica, que encerrou as bilheteiras às 23:00 por ter esgotado a lotação do espaço - cerca de 20 mil pessoas. No total, segundo números da organização, passaram pelo Parque Urbano da Costa de Caparica cerca de 60 mil pessoas nos primeiros três dias. O festival não acabou e continua no domingo com um dia dedicado aos mais novos.


Anselmo Ralph deu o maior espectáculo dos três dias que incluiu bailarinas a abrir o concerto e confettis dourados e prateados enquanto entrava em palco. Não podia ser de outra forma, ou não fossem todos os concertos de Anselmo ter uma legião de fãs atrás, fazendo lembrar o fenómeno Tony Carreira. A abrir, "Sem Ti", a primeira de muitas músicas que levou os milhares de fãs a levantar o pé e dançar, muitos agarrados ao namorado ou à namorada, com uma sincronização quase perfeita entre os bailarinos e dançarinos que ora entravam, ora saiam de palco.


"Quem tem preguiça é melhor sair do caminho!", disse Anselmo, num convite a todos para dançar ao som de temas como "Curtição" (um dos temas mais aplaudidos), "És a Única Mulher", "Aplausos Para Ti", "Estás no Ponto" e "Está Difícil". O ponto alto da noite revelou-se com "Não Me Toca", tema que foi tocado por duas vezes, a primeira a meio do concerto e a segundo a abrir o encore. A interacção com o público foi algo que não faltou neste concerto, com Anselmo a dar o nome da conta pessoal do Instagram e a guardar todos os cartazes e as camisolas que o público levou para mostrar o carinho que tem pelo angolano. Despdiu-se dizendo que o festival "foi uma benção com vocês" depois de um espectáculo que deixou muitos dos fãs esgotados e também muito pó no ar.


Nas caras do público, que começou a abandonar o recinto assim que o concerto terminou, era visível a satisfação e a emoção por terem assistido a um concerto que vai ficar na história da Costa de Caparica por ter sido um dos mais bem organizados, com todos os passos, todos os movimentos e todas as palavras ensaiados minuciosamente.


Chegando a David Fonseca, vindos directamente da primeira música de Rita Redshoes, eis que nos deparamos com novos problemas técnicos - seremos nós a arrastar o mau olhado? - com o som de David Fonseca a ir abaixo, ouvindo-se apenas pelas colunas viradas para os artistas. Depois de alguns minutos em silêncio, o problema foi resolvido e David Fonseca voltou para, novamente, o som ir abaixo. Os músicos não esconderam o descontentamento e saíram do palco para dar lugar a vários técnicos para tentar resolver o problema. Segundo a organização, o problema deveu-se ao material que o cantor "quis trazer" para o concerto.


Ao fim de quase 20 minutos, ouviu-se alguém da produção a pedir desculpa pelo "pequeno problema técnico" que fez com que o ex-vocalista dos Silence 4 perdesse quase um terço do concerto que tinha planeado. Como se costuma dizer, à terceira é de vez e, desta feita, David Fonseca voltou com "A Cry 4 Love", depois de dizer "podemos ficar sem som as vezes que quiserem que nós voltamos sempre", frase que mereceu uma grande ovação por parte dos fãs. Depois, foi vez da "Someone That Cannot Love", cujos primeiros acordes obtiveram uma reacção de êxtase bastante emocionada por parte do público.


Como o concerto durou menos 20 minutos do que era suposto, as poucas músicas que David Fonseca tocou foram de luxo: "Kiss Me, Oh Kiss Me", "This Ranging Lights", "Superstars" e "Stop 4 a Minute", às quais se acrescentou também um cover acústico dos Peste e Sida do tema "Sol da Caparica" porque "o que se passa na Costa à noite, fica na Costa". Como em (quase) todos os concertos, David fez uma vénia ao público depois de o ter abraçado quando subiu às grades que separam o palco da plateia. Mesmo a fechar, a mistura natural entre "Video Killed The Radio Star", dos Buggles, com a música "The 80's", cantadas através do "objecto mais precioso de todos", um telefone que faz "chamadas para o passado", algo que nunca falta nos concertos que dá.


Com uma hora de atraso, foi Rita Redshoes quem fechou os concertos no palco Blitz com uma plateia que ia desmobilizando à medida que se aproximava a hora do concerto de David Fonseca no palco SIC/RFM. Mesmo ao fim de uma hora, assim que Rita começou o concerto, os problemas técnicos voltaram, com a artista a queixar-se à produção de que não se conseguia ouvir em palco. O cenário tinha dois grandes "r's" por trás, numa referência ao nome da artista.


Mesmo que quiséssemos ver mais do que uma música de Rita Redshoes, a organização tornou-o impossível. Assim que começou o concerto de David Fonseca no palco SIC/RFM fomos obrigados a optar por um dos espectáculos e por isso mesmo não conseguimos acrescentar mais informação sobre o concerto que Rita Redshoes terá dado, que certamente terá sido muito bom. Se porventura estivesse planeado um dueto entre Rita Redshoes e David Fonseca - algo natural uma vez que têm músicas juntos -, tal como aconteceu com Capicua e Aline Frazão, Peste e Sida e Rui Reininho e Sensi e Frankie Chavez, o facto de os concertos terem começado à mesma hora não ajudou.


Frankie Chavez começou o concerto no palco Blitz com um atraso de cerca de 40 minutos, justificados com problemas técnicos de um microfone que não funcionava, perante uma plateia praticamente completa. Com João Correia na bateria, passou todo o concerto agarrado à(s) guitarra(s), que o acompanhou na voz que encantou com os blues e o folk que o público tem vindo a conhecer desde 2009, ano em que se estreou nos palcos.


O álbum "Heart and Spine", lançado em Maio de 2014, foi o principal tema do concerto, com músicas como "Long Gone" e "Sweet Life" - que é "uma celebração da vida, no meio de tanta merda que abre os telejornais". Com Nuno Lucas convidado para tocar baixo, Chavez pegou na guitarra portuguesa, fechou os olhos e sentiu o amor que o público entregou durante largos minutos durante o resto do concerto, que contou ainda com Selma Uamusse (Wraygunn) para um dueto bastente energético. Para o final ficou guardado "Fight", o tema mais conhecido do músico, que contou ainda com uma interacção com o público pelo meio.

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