D.A.M.A. provaram estarem à altura de pisar o palco do Meo Arena

D.A.M.A. provaram estarem à altura de pisar o palco do Meo Arena

Com dez anos de carreira, mas apenas há três exclusivamente dedicados à musica, os D.A.M.A., deixaram o Meo Arena aos seus pés.

Com uma abertura em grande, mas não tão grande como os D.A.M.A. mereciam, iniciam os músicos um instrumental de cerca dois minutos. Para surpresa do público Miguel Cristóvinho aparece no topo do logo da Banda, a tocar e cantar "Sinto". Logo de seguida aparece Miguel Coimbra no meio do logo e por fim Francisco Pereira para todos interpretarem o tema de abertura.

Quem diria que o menino do Colégio São João de Brito, um dos mais exigentes e melhores do país, se apresentaria com uma T-Shirt de alças e uns ténis azuis claros. Há 10 anos, altura em que começaram nunca pensariam vir a pisar o maior palco de Portugal.

Depois de "Calma", segundo tema da noite, Miguel Cristóvinho agradeceu a todos "por terem saído de casa e virem cá" e também "às vossas famílias e aos vossos amigos".

Perante uma grande multidão , cerca de 14 mil pessoas, Cristóvinho disse "obrigado malta, foram vocês que fizeram isto". Mas também Miguel Coimbra salientou que "gostamos de viver todos os dias, por causa de pessoas como vocês", porque, entre muitas outras coisas, "apoiam a música portuguesa".

Até ao primeiro convidado da noite, interpretaram "Agora é tarde", "Luísa" e "Quer". O público esteve sempre com a banda, ou no refrão ou com palmas, nunca deixaram de os acompanhar.

Miguel Cristóvinho apresentou o primeiro convidado dizendo que "há 19 anos uma música mudou as nossas vidas e talvez as vossas também". "Façam barulho para Sebastião Antunes", gritou Francisco Pereira O convidado inicia o tema original "Balada do desajeitado" e acabaram a cantar os quatro juntos. Foi um grande momento e com uma forte emoção para o trio. Este é um dos temas mais conhecidos dos D.A.M.A., por esse motivo todo o pavilhão acompanhou na integra a música. O tema que se seguiu, "Mentiras", "irá fazer parte do nosso próximo disco", revelou Miguel Cristóvinho.

O segundo convidado da noite, vencedor do The Voice Portugal, Diogo Piçarra tocou e cantou com Miguel Cristóvinho o cover dos Sétima Legião "Por quem não esqueci" e "Não dá", num palco montado no meio da plateia. Cristóvinho, emocionado, confessou "tantos meses a sonhar com isto e depois passa em 10 minutos" e Francisco Pereira rematou com "foi muito melhor do que nos nossos sonhos".

O último convidado, Gabriel O Pensador, interpretou um tema seu, "Cachimbo da Paz", acompanhado pelos D.A.M.A.. No final do concerto veio para interpretar "Não faço questão".

Foi um grande concerto, onde os três jovens mostraram que estiveram à altura de pisar o palco onde actuaram. Importante referir que o trio seria muito pouco sem "Joaquim Fonseca, o nosso pai", como salientou MIguel Coimbra.

Pontualmente às 21:00 os Skills And The Bunny Crew estavam em palco para mostrar que mereciam fazer a primeira parte dos D.A.M.A.

Com uma musicalidade de Rock e Rap em português, a banda tem como vocalista o ex concorrente do The Voice Portugal Alfredo Costa. No talent show ficou na equipa de Marisa Liz.

No Arena, mostrou não estar ainda à altura de um palco daqueles, pois a humildade foi coisa que não existiu no vocalista.

Abriu o concerto com um rock português, em que afirmou "somos quatro putos", pois o tema tem o na letra 1,2,3,4. No tema seguinte veio o primeiro cliché, em que Alfredo disse "esta música é dedicada a todas as miúdas que aqui estão hoje". Para além de cantarem em português, os Skills And The Bunny Crew têm outro ponto positivo que é o de passar mensagens. Alfredo referiu que a letra da música era sobre "como viver a vida sem drogas", frisando, "pensem bem nisso". Eis que o concerto termina e veio o segundo cliché da noite "vocês são um público fantástico". Depois dos agradecimentos, em que não se esqueceu dos técnicos, tomou uma atitude que mostrou uma grande falta de humildade. Percorreu alguns metros no meio do público e atirou a toalha, que usou no concerto para limpar a transpiração, para o público. Estes meninos querem andar muito rápido e assim podem tropeçar e cair. Há que criar estatuto para se poder ter determinados comportamentos.

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